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Dicas - Segmento metalúrgico
PROCEDIMENTOS, TÉCNICAS E ACABAMENTOS
1-
PREPARAÇÃO DE SUPERFÍCIES PARA PINTURA - uma boa preparação de
superfícies é fundamental para um bom sistema de pinturas. A limpeza
deve ser feita sempre nas primeiras horas, a fim de se programar a
pintura no mesmo dia. Um bom aspécto visual, aliado a uma boa aderência
é o resultado de um bom revestimento, desde que a superfície seja
preparada para tal. As operações são as seguintes:
1.1- REMOÇÃO DE ÓLEOS, GRAXAS E GORDURAS - essa remoção é feita através de um solvente forte, com pulverização, estopa limpa, escovas ou imersão. Como precaução deve-se utilizar solventes com ponto de fulgor acima de 30º C, devendo levar em consideração a necessidade de se manter o ambiente ventilado, evitando-se assim a concentração de vapores do solvente num baixo limite, toxidez e inflamabilidade. Deve-se evitar o uso de benzol e gasolina, devido ser altamente prejudicial à saúde por sua toxidez.
1.2- REMOÇÃO DE PRODUTOS DA CORROSÃO - esses produtos são aderentes e possuem porosidade, permitindo a absorção de umidade e formação de meios eletrolíticos de natureza catódica em relação ao metal acelerando de certo modo a corrosão. Portanto, os revestimentos aplicados sobre esses produtos não tem a mínima condição de atuar como protetores do metal e nem possuem as necessárias condições de adesão. Considerando os graus de intemperismo e ou corrosão das superfícies não tratadas, temos:
GRAU A - superfícies de aço carbono com carepa de laminação em toda a superfície e praticamente sem corrosão. Normalmente o aço carbono é recem laminado.
GRAU B - superfícies de aço carbono com princípio de corrosão onde a carepa começa a desagregar.
GRAU C - superfícies de aço carbono onde a carepa de laminação foi eliminada pela corrosão e a limpeza pelo jateamento elimina as cavidades (pits) visíveis em grande escala.
GRAU D - superfícies de aço carbono onde a carepa de laminação foi totalmente eliminada pela corrosão, havendo formação de cavidades visíveis em grandes profundidades.
LIMPEZA MANUAL - é um tipo de limpeza de baixo rendimento que só permite remoção superficial de ferrugem e cascas de laminação soltas e não aderentes. Usam-se escovas de fios metálicos, raspadeiras, debastadores, limas, marteletes manuais, lixas, etc.
1.3- LIMPEZA COM FERRAMENTAS MECÂNICAS - a limpeza nesse caso apresenta rendimento um pouco superior ao manual, sendo o seu trabalho feito na metade do tempo. Utilizam-se lixadeiras, escovas mecânicas, esmerilhadeiras e marteletes pneumáticos. Tanto este, como o manual apresentam o incoveniente de deixar lisa e polida a superfície, quando o ideal é permanecer a superfície rugosa, necessária a uma melhor "ancoragem" da tinta.
1.4- LIMPEZA COM DECAPANTES OU FOSTATIZANTES A FRIO - esse tipo de limpeza deve ser utilizado com muito cuidado, devendo a superfície estar limpa, ser bem lavada, por apresentar este método alguns inconvenientes. As reações químicas são difíceis de controlá-las e a limpeza posterior das peças é difícil, podendo haver a possibilidade de oclusão de produtos ácidos, que mais tarde podem acelerar a corrosão, ao invés de inibí-la. Outro ponto importante que deve sofrer uma observação é a limpeza dos cordões de solda, locais de fácil início de corrosão pela sua acentuada porosidade, devendo todos esses resíduos de escoria fundante serem cuidadosamente removidos por uma boa limpeza.
1.5- PREPARO DE SUPERFÍCIES DE ALUMÍNIO - o alumínio apresenta pela sua própria composição um aspécto polido e uniforme. Na maioria das vezes a aderência é precária não satisfazendo as exigências. A preparação da superfície consiste no desengorduramento por meio de solvente forte e um jateamento superficial ligeiro. Em seguida aplica-se uma demão de wash primer vinílico à baixa espessura. O wash primer oferece uma boa ancoragem para qualquer tipo de tinta primer ou acabamento em qualquer sistema de pinturas.
1.6- PREPARO DE SUPERFÍCIES ZINCADAS - assim como no alumínio, as melhores condições de aderência se obtem pelo uso do wash primer, aplicado após a lavagem ácida e jateamento ligeiro.
1.7- PREPARO DE SUPERFÍCIE DE AÇO INOXIDÁVEL - do mesmo modo que nas superfícies de alumínio, a pintura desta é feita com a finalidade decorativa ou de sinalização e não como proteção. O preparo consiste apenas no desengorduramento da superfície e um ligeiro jateamento.
2- DEFEITOS X CAUSAS -
Casca de laranja - Pressão muito fraca
Viscosidade muito elevada
Solventes muito voláteis
Escorrimento - Excesso de diluição
Solventes muito pesados
Camadas excessivas
Falta de uniformidade - Distância muito pequena do revolver
Movimentos muito rápidos do revolver
Absorção do fundo não uniforme
Bolhas - Ar úmido (filtro, mangueira, compressor)
Superfície úmida
Granulosidade e branqueamento - Superfície úmida
Ar úmido
Poliuretano perto do ponto de gel
Catalisador envelhecido.
Esperamos ter contribuido com técnicas simples, mas com resultados satisfatórios.
1.1- REMOÇÃO DE ÓLEOS, GRAXAS E GORDURAS - essa remoção é feita através de um solvente forte, com pulverização, estopa limpa, escovas ou imersão. Como precaução deve-se utilizar solventes com ponto de fulgor acima de 30º C, devendo levar em consideração a necessidade de se manter o ambiente ventilado, evitando-se assim a concentração de vapores do solvente num baixo limite, toxidez e inflamabilidade. Deve-se evitar o uso de benzol e gasolina, devido ser altamente prejudicial à saúde por sua toxidez.
1.2- REMOÇÃO DE PRODUTOS DA CORROSÃO - esses produtos são aderentes e possuem porosidade, permitindo a absorção de umidade e formação de meios eletrolíticos de natureza catódica em relação ao metal acelerando de certo modo a corrosão. Portanto, os revestimentos aplicados sobre esses produtos não tem a mínima condição de atuar como protetores do metal e nem possuem as necessárias condições de adesão. Considerando os graus de intemperismo e ou corrosão das superfícies não tratadas, temos:
GRAU A - superfícies de aço carbono com carepa de laminação em toda a superfície e praticamente sem corrosão. Normalmente o aço carbono é recem laminado.
GRAU B - superfícies de aço carbono com princípio de corrosão onde a carepa começa a desagregar.
GRAU C - superfícies de aço carbono onde a carepa de laminação foi eliminada pela corrosão e a limpeza pelo jateamento elimina as cavidades (pits) visíveis em grande escala.
GRAU D - superfícies de aço carbono onde a carepa de laminação foi totalmente eliminada pela corrosão, havendo formação de cavidades visíveis em grandes profundidades.
LIMPEZA MANUAL - é um tipo de limpeza de baixo rendimento que só permite remoção superficial de ferrugem e cascas de laminação soltas e não aderentes. Usam-se escovas de fios metálicos, raspadeiras, debastadores, limas, marteletes manuais, lixas, etc.
1.3- LIMPEZA COM FERRAMENTAS MECÂNICAS - a limpeza nesse caso apresenta rendimento um pouco superior ao manual, sendo o seu trabalho feito na metade do tempo. Utilizam-se lixadeiras, escovas mecânicas, esmerilhadeiras e marteletes pneumáticos. Tanto este, como o manual apresentam o incoveniente de deixar lisa e polida a superfície, quando o ideal é permanecer a superfície rugosa, necessária a uma melhor "ancoragem" da tinta.
1.4- LIMPEZA COM DECAPANTES OU FOSTATIZANTES A FRIO - esse tipo de limpeza deve ser utilizado com muito cuidado, devendo a superfície estar limpa, ser bem lavada, por apresentar este método alguns inconvenientes. As reações químicas são difíceis de controlá-las e a limpeza posterior das peças é difícil, podendo haver a possibilidade de oclusão de produtos ácidos, que mais tarde podem acelerar a corrosão, ao invés de inibí-la. Outro ponto importante que deve sofrer uma observação é a limpeza dos cordões de solda, locais de fácil início de corrosão pela sua acentuada porosidade, devendo todos esses resíduos de escoria fundante serem cuidadosamente removidos por uma boa limpeza.
1.5- PREPARO DE SUPERFÍCIES DE ALUMÍNIO - o alumínio apresenta pela sua própria composição um aspécto polido e uniforme. Na maioria das vezes a aderência é precária não satisfazendo as exigências. A preparação da superfície consiste no desengorduramento por meio de solvente forte e um jateamento superficial ligeiro. Em seguida aplica-se uma demão de wash primer vinílico à baixa espessura. O wash primer oferece uma boa ancoragem para qualquer tipo de tinta primer ou acabamento em qualquer sistema de pinturas.
1.6- PREPARO DE SUPERFÍCIES ZINCADAS - assim como no alumínio, as melhores condições de aderência se obtem pelo uso do wash primer, aplicado após a lavagem ácida e jateamento ligeiro.
1.7- PREPARO DE SUPERFÍCIE DE AÇO INOXIDÁVEL - do mesmo modo que nas superfícies de alumínio, a pintura desta é feita com a finalidade decorativa ou de sinalização e não como proteção. O preparo consiste apenas no desengorduramento da superfície e um ligeiro jateamento.
2- DEFEITOS X CAUSAS -
Casca de laranja - Pressão muito fraca
Viscosidade muito elevada
Solventes muito voláteis
Escorrimento - Excesso de diluição
Solventes muito pesados
Camadas excessivas
Falta de uniformidade - Distância muito pequena do revolver
Movimentos muito rápidos do revolver
Absorção do fundo não uniforme
Bolhas - Ar úmido (filtro, mangueira, compressor)
Superfície úmida
Granulosidade e branqueamento - Superfície úmida
Ar úmido
Poliuretano perto do ponto de gel
Catalisador envelhecido.
Esperamos ter contribuido com técnicas simples, mas com resultados satisfatórios.
